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A Datilógrafa do Rés do Chão

A Datilógrafa do Rés do Chão

12
Abr21

Colhe o dia, porque és ele

Filipa Pinto

 

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Uns, com os olhos postos no passado,

Vêem o que não vêem: outros, fitos

Os mesmos olhos no futuro, vêem

O que não pode ver-se.

 

Por que tão longe ir pôr o que está perto - 

A segurança nossa? Este é o dia,

Esta é a hora, este o momento, isto

É quem somos, e é tudo.

 

Perene flui a interminável hora

Que nos confessa nulos. No mesmo hausto

Em que vivemos, morreremos. Colhe

O dia, porque és ele.

 

- Ricardo Reis

 

Vivê-lo como se não houvesse amanhã. Mergulhar sem pensar, saborear a água salgada nos lábios, sentir a sua frescura no amanhecer de um sol tórrido e delicioso. Inspirar uma golfada de ar e entender como o hoje é incerto e o amanhã talvez inexistente. Sorrir e chorar perante ambas as possibilidades. Encher o peito de esperança e agonia como uma agridoce sinfonia. 

 

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